Um dos grandes problemas enfrentados pelas empresas que possuem a participação majoritária do governo é a interferência política.
Mesmo a gigante Petrobras, que possui acionistas das mais variadas classes sociais (afinal permitiu que os trabalhadores investissem parte do FGTS em sua ações), não ficou imune a esta interferência política.
Com a necessidade de focar nos projetos de investimentos e alavancar recursos para dar velocidade em suas estratégias, a Petrobras trocou de comando.
Sai José Sérgio Gabrielli, mais político, e entra Maria das Graças Silva Foster, mais técnica.
Na prática a Maira das Graças que exercia cargo na Petrobras como Diretora de Gás e Energia tem um perfil muito parecido com o da Presidente Dilma, além de ser de sua inteira confiança. Aos poucos começam a deixar o governo os indicados pelo ex-presidente Lula.
Gabrielli focou sua gestão nas questões financeiras e Foster vem para focar na produção. Mudança importante que nos primeiros momentos do anúncio já observou reação positiva do mercado.
Uma estatal do porte da Petrobras não pode se entregar as questões pontuais de governo. Tem responsabilidade com seus acionistas e com a economia como um todo. Atua em um setor vital para sustentar o crescimento do país e forte influenciadora na composição dos preços dos produtos internos.
Além disso, a empresa precisa viabilizar a exploração no chamado pré-sal, cujos resultados futuros podem permitir a mudança de patamar na geração de riqueza no Brasil.
Administrar uma empresa com tantos desafios não é tarefa fácil e é necessário não perder o foco, garantindo, tecnicamente, sua estratégia no curto, médio e longo prazos.
Espera-se que Maria das Graças conquiste autonomia necessária para implementar mudanças estruturais na companhia e mantenha o apoio, diria, incondicional da presidente Dilma.
O primeiro passo neste sentido foi dado. Resta agora transformar em ações práticas toda a expectativa criada em torno da competência da nova presidente da Petrobras.
Que consigamos ter uma Petrobras mais técnica e menos política.











